A saúde começa pela boca

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No mundo corporativo uma boa aparência pesa bastante para a contratação de um profissional e para a sua permanência na empresa. Vestir-se de forma adequada, ter asseio e boas maneiras contam pontos, mas sem dúvida um belo sorriso é o melhor cartão de visitas que uma pessoa pode apresentar. O fator estético, no entanto, não é o mais relevante, mas sim o cuidado com a saúde, que inclui também a saúde bucal. As consequências de dentes mal cuidados podem ser dores de cabeça, de ouvido, da coluna cervical, e ainda a porta de entrada para outros males de maior gravidade, que no conjunto são causas de faltas ao trabalho e de baixa produtividade.

Analisando o panorama de forma mais ampla, muitas empresas se preocupam em oferecer a seus colaboradores bons planos de saúde, mas também planos odontológicos, para que eles possam fazer visitas regulares ao dentista e, com isso, se prevenirem de forma mais eficaz.

Um estudo realizado pela American Dental Association (ADA) revelou que um dos problemas bucais mais comuns é a doença crônica gengival, popularmente conhecida como gengivite, uma inflamação que resulta em sangramento, sensibilidade na boca, retração da gengiva, mau hálito e perda de dentes. Quando não tratada de forma devida, evolui para a periodontite, podendo causar diversas doenças sistêmicas que afetam todo o organismo. Uma das mais graves é a endocardite bacteriana que se caracteriza como infecção das válvulas cardíacas ou das superfícies do coração.

Segundo a Associação Brasileira de Odontologia, menos de 22% dos adultos e 8% dos idosos têm gengivas totalmente saudáveis, o que reforça a necessidade de maior atenção com a saúde de seus dentes. As complicações costumam aparecer quando a placa bacteriana não é removida, inflamando a gengiva e provocando vermelhidão, inchaço, sangramento e dor. E quanto mais tempo essa placa ficar acumulada, maiores são as chances de endurecer e dar origem ao tártaro, que adere ao dente, iniciando sua destruição progressiva, e já não pode ser removido pela escovação, mas apenas pelo dentista.

Outro problema comum são as cáries, provocadas geralmente pelos resíduos de alimentos que permanecem em contato com os dentes e que acabam servindo de nutrientes para as bactérias presentes na boca. Trata-se de uma doença infectocontagiosa, ou seja, que pode ser transmitida para outras pessoas. Quando a cárie não é tratada, chega a causar a morte do nervo responsável pela vitalidade do dente, provocando a sua queda, ou ainda favorece a formação de abscesso, cujo maior risco é a disseminação da infecção para outras partes do organismo.

Outros males

Apesar de a gengivite e a cárie e serem os problemas bucais mais comuns, há outras complicações que merecem atenção. Uma delas é o câncer bucal, mais frequente no lábio inferior. Sua incidência no Brasil é alta, sendo registrados cerca de dez mil novos casos por ano e vitimando mais de três mil pessoas. O tumor se inicia com uma ferida indolor na boca e que não cicatriza. Dentre as causas se incluem o tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal ajustadas.

A higiene bucal mal feita também é causa de outro grande inconveniente: o mau hálito, que em muitos casos é mais evidente durante o período da manhã, uma vez que a produção de saliva é menor durante a noite. Há ainda as aftas, ferimentos na mucosa ou na língua, bastante incômodas e dolorosas, que duram em média uma semana.

Para prevenir essas e várias outras doenças é preciso visitar periodicamente o dentista, além de manter os cuidados com a alimentação, com pouca ingestão de açúcares, e uma higiene bucal diária correta, que pressupõe uma boa escovação após as principais refeições, e uso do fio dental e enxaguatórios.

Vale lembrar ainda que os dentes não só respondem pela mastigação dos alimentos como também influem na articulação das palavras porque interferem na posição da língua. Dentes tortos acabam favorecendo a respiração pela boca, o que contribui para o aumento do índice de cáries, irritações na gengiva e mudanças na deglutição dos alimentos. Em geral essas anomalias podem ser corrigidas por meio de tratamentos adequados, como uso de aparelhos móveis ou fixos durante um tempo, e até cirurgias que reposicionam os maxilares.

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